O aumento do consumo do caracol para fins gastronómicos, verificados nos últimos anos em vários países da Europa, tem correspondido a uma progressiva diminuição destes saborosos moluscos nas zonas onde vivem em liberdade.
O progressivo aumento da poluição atmosférica e da necessidade de espaços cada vez mais amplos para a prática de uma agricultura cada vez mais especializada e intensiva, recorrendo ao uso de produtos químicos herbicidas e desinfestantes, destruiu esse ambiente indispensável à reprodução livre do caracol em plena Natureza.
Esses factores, acrescidos de outros, como o enorme aumento do consumo, impuseram a necessidade de obtenção de caracóis provenientes de criações organizadas pelo homem, com a finalidade de conseguir produções firmes no mais breve espaço de tempo.
É sabido que a criação de do caracol tem vindo a passar, nos últimos anos, de uma actividade marginal e pouco divulgada, arriscada até, em certos aspectos devido ao escasso conhecimento das necessidades biológicas e zootécnicas do molusco, para uma verdadeira e peculiar actividade agrícola.
Aos pequenos recintos, construídos em jardins- os colectores- através de ensaios e experiências por vezes negativas e frustrantes, junta-se agora as criações genuínas e adequadas, com o ciclo biológico completo, onde se explora a elevada prolificidade do caracol, o factor que está na base da economia e da conveniência desta produção.
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